Entenda a diferença entre leilão judicial e extrajudicial

leilão extrajudicial
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Uma forma de compra pela internet que tem ganhado bastante destaque são os leilões, que permitem às pessoas encontrar desde imóveis e carros até mesmo artigos eletrônicos, peças de colecionadores, dentre outros. Existem diversos tipos de leilões, e é importante entender um pouco como funciona cada um para aproveitar melhor as suas vantagens.

Muitas pessoas têm dúvidas sobre qual a diferença entre leilão judicial e extrajudicial, ainda mais quando há interesse em realizar a compra. Antes de dar um lance, é importante saber como funciona cada uma dessas modalidades — assim, fica mais fácil decidir qual delas se encaixa nas suas necessidades atuais.

Se você ainda não conhece muito sobre esses dois tipos de leilões, continue por aqui para entender melhor a diferença entre eles, bem como saber qual dos dois é a melhor opção, de acordo com a necessidade do comprador. Vamos lá?

Qual a diferença entre leilão judicial e extrajudicial?

A principal diferença entre essas duas modalidades está na disposição em que os bens são colocados para leiloar. O judicial traz à venda bens apreendidos ou penhorados por meio de um processo na Justiça. Já o leilão extrajudicial não vai envolver processos para a venda do bem, podendo ter diferentes motivações.

Agora que você já sabe a principal diferença entre eles, é a hora de entender melhor como funciona cada um.

Leilão judicial

O nome já diz muita coisa. Esse tipo de leilão tem relação com processos judiciais e é uma determinação proferida por um juiz para a venda de algum bem. O valor arrecadado é transmitido para quitar as dívidas do credor.

Os processos judiciais que resultam em um leilão podem ser: criminal, fiscal, trabalhista, recuperação judicial, falência e, também, uma execução cível. Sendo assim, qualquer que seja a motivação da ação judicial, a venda do bem por meio desse leilão acontece para pagamento de dívidas jurídicas.

Outra situação em que pode ocorrer um leilão judicial é quando o morador de um imóvel está em débito com o condomínio. A empresa que administra poderá entrar com uma ação contra a pessoa, e o juiz pode determinar que o imóvel seja leiloado. O dinheiro da venda será utilizado para pagar as dívidas.

Os leilões judiciais possibilitam o pagamento à vista ou, então, um parcelamento por meio de depósito em juízo. Porém, é sempre necessário que o comprador tenha o valor suficiente para arcar com o investimento. Essa modalidade é bastante atraente economicamente, uma vez que os bens são ofertados com preços bem abaixo dos valores do mercado.

Leilão extrajudicial

Já o leilão extrajudicial é uma venda que não envolve processo na Justiça, podendo ser conhecido, também, como leilão empresarial — visto que, geralmente, é realizado por empresas, indústrias, bancos e construtoras.

Um leilão extrajudicial vai ocorrer quando o proprietário do bem, seja ele um imóvel ou um veículo, coloca a sua propriedade como garantia em um empréstimo. Sendo assim, se ele não quitar a dívida que foi criada, o seu bem poderá ser leiloado.

Quando um vendedor, sendo ele pessoa física, quer vender o seu bem, ele pode anunciar em leilões para que essa negociação seja feita mais rapidamente. Alguns sites podem oferecer essa modalidade de venda, como é o caso da Leilão Vip e Vip Direto. Nesses casos, o vendedor poderá determinar o valor da venda do bem.

Um exemplo desse tipo de leilão é quando uma empresa precisa se desfazer de móveis, imóveis, equipamentos eletrônicos ou carros, por exemplo, por conta de alguma mudança ou, até mesmo, para renovar seu patrimônio ou frota. Assim, ela coloca os bens à venda em leilões para conseguir passar os produtos para a frente de forma mais fácil.

Qual dos dois tipos de leilão é o melhor?

Os dois tipos de leilão trazem vantagens que beneficiam diversas pessoas. Portanto, a melhor opção para cada situação depende das necessidades que motivam a compra, o orçamento e o perfil do comprador. As condições de pagamento e a negociação também devem ser considerados na hora de escolher.

Por exemplo, se o comprador já tem um montante de dinheiro acumulado para realizar o investimento e quer aproveitar os preços mais baixos do mercado, a melhor opção seria um leilão judicial. Afinal, nesse caso, a venda deve ser feita de forma mais rápida, com valores mais em conta e com pagamento à vista ou parcelado.

Agora, se o comprador quiser adquirir um bem sem envolvimento judicial, a opção mais viável é pelo leilão extrajudicial, que também tem parcelamento e financiamento. Porém, em ambas as modalidades, ele passará por uma disputa pelo bem, que é feita por intermédio de uma empresa leiloeira — será contemplado com a compra aquele que der o lance que chegar perto das expectativas do vendedor.

As duas modalidades são formas bem fáceis e rápidas de vender o seu imóvel. O leilão judicial auxilia na resolução de dívidas com instituições financeiras, enquanto o leilão extrajudicial ajuda nas vendas de imóveis que não estão ligados a processos judiciais.

Como participar de leilão judicial ou extrajudicial?

Para começar, vale a pena você saber que existem três modalidades de leilão: presencial, online e misto. No primeiro caso, haverá a publicação do edital do leilão, informando o local, a data e o horário do evento. O participante deve comparecer pessoalmente ou mandar seu representante legal para fazer a compra.

No modelo online ou eletrônico, o edital terá as informações sobre o cadastro no site em que será feito o leilão para que haja a habilitação para participar do processo. Por fim, o misto terá as duas formas de participação: local e site. O evento ocorre simultaneamente nos dois ambientes, e os lances são informados em tempo real.

Quem pode participar dos leilões?

O primeiro requisito para os participantes de leilão judicial ou extrajudicial é a idade mínima de 18 anos. Para ser habilitado, é preciso fazer o cadastro, com envio da documentação exigida, sujeita à aprovação dos dados. Nos leilões online, por exemplo, você pode fazer a busca pelo item que deseja e procurar a aba de habilitação para o lote escolhido.

Então, na data e horário marcados, você poderá dar lances nos bens de interesse, quantas vezes desejar, até a hora de encerramento do evento. Quando o lote é arrematado, o leilão é finalizado e você poderá proceder com os trâmites de pagamento e documentação.

Vale frisar que o bem fica aberto para lances antes mesmo do leilão. Você pode antecipar o seu e participar na data para que ninguém cubra o valor. Afinal, se alguém der um lance maior, e o valor de venda for atingido, aquele será o vencedor. Por isso é importante participar da disputa ao vivo, também.

A leitura atenta do edital do leilão deve ser realizada para que você possa seguir todas as regras e cumprir com as exigências da participação nos leilões. Nele, você terá acesso a todas as informações sobre os lotes e os bens oferecidos, suas principais características e os valores sugeridos de cada item. Assim, não vai se atrapalhar com as regras e normas durante o processo.

Atualmente, os leilões eletrônicos costumam ser a preferência dos participantes, pois todo o processo é mais econômico e ágil. A segurança nesses eventos online é garantida pelo uso de criptografia das informações, além de uma ampla divulgação, que assegura a autenticidade do processo.

Passo a passo para a participação em leilões

  1. O primeiro passo é o preenchimento dos dados do participante, que pode ser tanto pessoa física quanto jurídica;
  2. depois, vem a fase de habilitação para participar do leilão, seguindo as regras específicas daquele evento;
  3. escolhido o lote de interesse, é só comparecer (presencialmente ou online) na data, hora e local (ou site) marcados e fazer os seus lances. É possível dar lances antes do leilão, mas participar no dia também é importante para que ninguém cubra o valor;
  4. o pagamento é feito pelo arrematante, incluindo a comissão para o leiloeiro, que representa um percentual do valor da compra. Se o valor não for depositado no prazo estabelecido, a negociação será perdida;
  5. para consolidar a arrematação, é emitido o Auto de Arrematação, documento expedido após o martelo ser batido para a pessoa declarada como vencedora;
  6. a transferência do bem arrematado se dará depois que o auto for lavrado, com a expedição da carta de arrematação.

Vale lembrar que a habilitação é concedida individualmente, ou seja, você deverá reiniciar todo o processo a cada vez que for participar de um leilão diferente.

Por fim, ressaltamos ser muito importante sempre participar de leilões protegidos, independentemente do seu tipo. Uma maneira bastante segura de fazer tanto compras quanto vendas dessa forma é por meio dos leilões online, nos quais o comprador participa diretamente da sua casa, utilizando o site ou a plataforma da empresa que realiza os leilões.

O que achou do nosso conteúdo? Gostou de entender melhor sobre a diferença entre leilão judicial e extrajudicial? Se quiser ver mais assuntos como esse, confira aqui como saber se o site de leilão é seguro!

O que é o leilão online

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