8 erros comuns na troca do óleo de carro

óleo de carro
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Para que a troca do óleo de carro não cause problemas mecânicos, é preciso que se tenha alguns cuidados. Ainda que muitos deles sejam bem simples, muita gente acaba se esquecendo, o que pode trazer prejuízos. Você não quer comprar o tão sonhado veículo e ter dores de cabeça, não é verdade?

Neste texto vamos mostrar o porquê de trocar o óleo de carro ser tão importante e alguns dos erros mais comuns durante o processo. Continue com a gente e fuja dos prejuízos!

Qual é a importância de realizar a troca do óleo de carro?

O óleo de carro tem basicamente duas funções dentro do motor: evitar que as partes metálicas se aqueçam por atrito e remover impurezas. Quando ele está em pouca quantidade, vencido ou muito sujo, não é possível realizar esses trabalhos com eficiência, o que pode danificar seriamente o propulsor.

Um dos problemas mais comuns é o chamado “motor fundido”, que ocorre justamente por aquecimento excessivo. Isso quer dizer que algumas partes móveis do propulsor — como pistões e válvulas — derreteram e ficaram grudadas umas nas outras. Para evitar que isso aconteça, é muito importante fazer a troca do óleo de forma correta.

Quais são os 8 erros cometidos na troca do óleo e como evitá-los?

Se você não é um especialista em carros, saiba que até mesmo os mais experientes costumam cometer alguns erros da hora da troca de óleo, principalmente por esquecimento e desconhecimento. Vamos ver quais são os 8 erros mais comuns e aprender a evitá-los?

1.   Fazer a troca fora do prazo

Um detalhe que acaba confundindo muitas pessoas é em relação ao prazo da troca de óleo. Fazer isso na hora errada pode prejudicar o motor, uma vez que esse material perde eficiência com o tempo. Aliás, é exatamente aí que está o erro. Esse fluido precisa ser substituído uma vez ao ano.

Normalmente, prestamos atenção apenas à quilometragem rodada, o que também é importante. Óleos minerais precisam ser trocados a cada 5 mil quilômetros rodados e os sintéticos 10 mil quilômetros, sempre observando o prazo máximo de um ano. Se você observar que o nível está baixando rápido, procure um especialista para resolver o problema e faça a troca, não complete.

2.   Apenas completar o nível

Esse é um erro bem comum e que basicamente todos já cometeram: completar o nível do óleo. Os carros foram projetados para consumirem uma determinada quantidade do fluido até que o prazo da troca finalmente chegue. Se muito material estiver sendo perdido, existe um problema que precisa ser consertado.

Ao completar o nível do óleo, o material novo é contaminado com o que já estava no motor e você pode ter a falsa sensação de que tudo está em ordem. Pequenos detritos metálicos, por exemplo, podem ser bastante prejudiciais ao propulsor e, eles só são removidos fazendo a troca por completo.

3.   Não trocar o filtro do óleo

Aliás, esses detritos são a causa de outro erro: não trocar o filtro de óleo. Boa parte da “sujeira” do motor fica presa nesse componente e chega uma hora em que ele não consegue dar conta do recado. Como resultado, o carro pode começar a falhar, perder rendimento e superaquecer.

Outra questão é a contaminação do fluido novo com os materiais que ficam presos nesse componente. Seja um carro com manutenção barata ou um modelo luxuoso, sempre que a troca do óleo for feita, faça a substituição do filtro, pois, você provavelmente vai evitar problemas futuros.

4.   Usar aditivos

Colocar aditivo no óleo é outra prática errada e que até mesmo os motoristas mais experientes acabam cometendo. Há quem diga que isso é necessário para limpar o motor. Quando o tipo adequado de fluido é usado, não é necessário colocar nenhum outro material durante a troca.

Usar aditivos causa basicamente dois problemas: um para o motor e outro para o seu bolso. Esse tipo de material pode comprometer o desempenho do óleo do carro, e você ainda vai gastar dinheiro desnecessariamente comprando algo que não precisa. Os fluidos modernos já vêm com tudo o que é necessário em sua composição.

5.   Usar o tipo de óleo errado

E por falar em tipo de óleo, errar na escolha também é bem comum. Cada fabricante determina qual o melhor lubrificante para o motor e usar outro material pode ser bem prejudicial. Além das versões minerais e sintéticas, é preciso prestar atenção à viscosidade do produto.

Sabe aquele código que vem nas embalagens de óleo? Ele indica justamente isso. Sempre que tiver dúvidas sobre qual o tipo ideal, consulte o manual do veículo, pois ele traz essas informações. E não ouça quem diz que mudar a viscosidade do produto pode melhorar os barulhos do carro.

6.   Deixar escorrer óleo em componentes do carro

Ao fazer a troca, também é muito importante manter o óleo de carro somente nos locais onde ele é necessário, ou seja, não deixar que o fluido respingue ou escorra por todo o motor. Dependendo do componente com o qual esse material tenha contato, ele pode causar alguns problemas, como no caso das velas de ignição, que perdem eficiência.

Mas não é somente com o motor que é preciso ter cuidado. Debaixo do capô é possível ter acesso a muitos sistemas do veículo, inclusive os freios. Se o óleo cair nas pastilhas ou no disco, pode contaminar esses componentes e a troca terá de ser feita.

7.   Fazer a troca com o motor quente

Fazer a troca com o motor ainda quente pode trazer dois problemas. Primeiramente, você pode se queimar por ter contato com o produto ou até algumas partes do carro que ainda estejam em alta temperatura. Outro detalhe é que pode ficar fluido velho em algumas partes do motor.

Sempre que for fazer a troca de óleo de carro, pare o veículo em um lugar plano e deixe o motor esfriar por pelo menos uma hora. Escorra todo o material antigo até que não sobre mais nada, troque o filtro e só depois coloque o fluido novo no local indicado. Mas ainda tem outro detalhe.

8.   Não fazer a troca do bujão e da arruela de vedação

Sabe aquela porca que você retira para deixar o óleo velho escorrer? Ela se chama bujão ou parafuso de drenagem. Esse componente precisa ser substituído, pois ele contém uma vedação que acaba sendo danificada na troca. Sabe aqueles vazamentos que nunca são resolvidos? Pode ser isso.

A troca de óleo do carro é fundamental para o bom funcionamento do motor e, como você viu, é preciso prestar atenção em alguns detalhes. Siga todas as dicas que demos e lembre-se que o manual do veículo sempre traz informações importantes sobre os prazos para substituição de peças e fluidos.

Agora que você já sabe tudo sobre a troca de óleo, leia nosso post que fala sobre a hora certa para trocar de carro e fique por dentro!

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