Impostos de veículos: conheça os principais e quando pagá-los

Impostos de veículos: conheça os principais e quando pagá-los
6 minutos para ler

É muito comum que, em um determinado momento da vida, a gente comece a juntar dinheiro para comprar um carro ou uma moto, uma vez que são itens que trazem conforto e facilitam o deslocamento na rotina do dia a dia. Entretanto, na hora de calcular o quanto vamos pagar, não podemos deixar de considerar os impostos de veículos.

O Brasil é rico em burocracias e existem muitas taxas que precisam ser quitadas não apenas para que possamos rodar com tranquilidade, como também para que estejamos respaldados em caso de imprevistos ou até mesmo de acidentes.

Continue lendo este post e descubra como se planejar financeiramente!

IPVA

O IPVA é uma sigla bastante conhecida e quer dizer Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor. Como o próprio nome já diz, não tem jeito de escapar: se você tem uma moto ou um carro, esse tributo deverá ser quitado anualmente, de acordo com a legislação brasileira e as regras aplicadas por cada estado da federação.

O valor a ser pago também é variável e os percentuais aplicados mudam de acordo com a marca, modelo e ano. A taxa fica, em linhas gerais, entre 0,5% a 4% do preço do veículo em questão, baseado na renomada FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Você pode utilizar a internet para verificar a tabela, que é constantemente atualizada.

Existem algumas regras específicas, como isenção para carros antigos (em São Paulo, por exemplo, só pagarão IPVA os veículos que forem fabricados há menos de vinte anos). Outro ponto importante é que em todo território nacional, os automóveis destinados para deficientes físicos também são isentos desta e de outras contribuições.

Licenciamento anual

Muita gente correlaciona o licenciamento anual com o IPVA, pois eles devem ser pagos juntos. No entanto, apesar disso, são taxas distintas e que representam coisas diferentes. Enquanto o IPVA é um tributo sobre a propriedade do veículo automotor, quitar o licenciamento é o que regulariza e legaliza o seu carro a rodar no território brasileiro.

Isso quer dizer que, caso você não pague essa taxa e a polícia te pare, você terá problemas, uma vez que não estará autorizado, de acordo com a lei, a circular por nossas vias. O valor também é variável de acordo com o estado federativo, mas ele costuma ficar em torno de cem Reais. Vale lembrar que, nesse caso, não existe isenção.

Seguro DPVAT

O Seguro DPVAT também é obrigatório e deve ser pago todos os anos. Essa é a sigla para Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores e, como o nome já diz, é recolhido para financiar um fundo de indenização para vítimas de acidente de trânsito. Isso é essencial no Brasil, visto que colisões e atropelamentos são frequentes em nossas vias.

Outro ponto importante é que o Seguro DPVAT não é destinado apenas para o proprietário do carro, mas também para passageiros, pedestres e, em caso de morte, até mesmo os seus familiares. O valor é variável de acordo com o veículo e as motos, ônibus e micro-ônibus, por exemplo, pagam mais que os carros e caminhões.

O DPVAT ajuda, portanto, a trazer um pouco mais de segurança e tranquilidade para nossas ruas e estradas, pois todos os cidadãos podem ser contemplados em caso de algum incidente veicular. Ele também é pago com o IPVA e a inadimplência pode gerar penalizações. Assim como ocorre no licenciamento, não há isenção para nenhum modelo.

Emplacamento

O emplacamento pode não ser um imposto propriamente dito, mas, como é obrigatório na aquisição de qualquer veículo zero-quilômetro, é uma tributação importante para quem está investindo em um carro, moto ou mesmo caminhão. Da mesma maneira que ocorre com a maioria dos tributos, o valor varia de estado para estado.

Incrivelmente, a diferença não costuma ser pequena e pode chegar às centenas de Reais, quantia que pode ser consultada no site do Detran. Também é relevante lembrar que temos que pagar pelas placas, que custam em torno de cem Reais. Como se não fosse suficiente, a vistoria obrigatória para o registro também é cobrada.

Transferência de veículo

Você optou por comprar um seminovo e pensou que escaparia de pagar um pouco a mais porque o veículo já está emplacado? Não adianta: também é preciso arcar com a transferência de propriedade. Esse é um trâmite bastante comum, mas precisa ser feito em um prazo máximo de trinta dias após a venda.

Será preciso emitir um novo licenciamento em nome do comprador, depois da comunicação de venda com firma reconhecida, que também custa um pequeno valor no cartório. Muitas pessoas acabam adiando esse processo, mas se o motorista for pego, será preciso pagar uma multa e o veículo poderá ser retido até a devida regularização.

Seguro particular

Por fim, um seguro particular também não chega a ser propriamente um imposto, mas o fato é que, em um país com um elevado número de assaltos e furtos a veículos, ele acaba se tornando quase obrigatório. Lembre-se que o DPVAT é voltado para indenização de vítimas de acidentes, mas nada tem a ver com motos e carros roubados.

Inclua essa despesa no seu orçamento, pois o investimento costuma valer a pena. Nesse caso, os preços variam muito, pois são considerados o modelo, o ano, a marca, as características do motorista, a existência de vaga de garagem, o índice de roubos do bairro e assim por diante. É difícil definir uma base, mas é possível encontrar uma apólice que caiba no seu bolso.

Como você pôde ver ao longo do post, o Brasil é um país burocrático e, para contar com a praticidade de ser dono do seu próprio carro, moto ou até de um caminhão, você terá que arcar com esses impostos de veículos. Vale a pena se planejar um pouco melhor e incluir essas despesas no seu orçamento, para rodar por aí com as finanças em dia!

Gostou de conhecer quais são os principais impostos de veículos? Ainda ficou com dúvidas ou quer compartilhar a sua sugestão? Então não perca mais tempo e deixe o seu comentário aqui no post!

Você também pode gostar

Deixe uma resposta

-